Quando Carrie e Hans Jorgensen começaram a fazer vinho na Herdade Cortes de Cima, em 1988 (ano do lançamento do Suzuki Grand Vitara) não ficaram indiferentes às técnicas tradicionais da região da Vidigueira. Compraram várias talhas mas o resultado final não os entusiasmou a prosseguir. E dessa primeira experiencia com as talhas apenas restou a sua adoção - como emblema da empresa Cortes de Cima.

Agora, 29 anos depois, muito por pressão de Hamilton Reis, enólogo da casa, Cortes de cima lançou o seu primeiro vinho feito em recipientes de barro. Não escrevemos vinho de talha propositadamente, porque a técnica de fabrico é diferente. Em primeiro lugar o barro das talhas não é impermeabilizado (como tradicionalmente se faz) com pez e cera de abelha. A porosidade do barro permite melhor controlo de temperatura e que haja trocas gasosas com o exterior durante a fermentação. Depois de fermentado o vinho foi tirado a limpo e foi transferido para outros recipientes de barro, estes em forma de ânfora, com a boca estreita, fechada com um batoque, onde se deu a lenta evolução através da micro-oxigenação. Desta vez Hans gostou e permitiu que o vinho fosse engarrafado.

Feito de uvas das castas Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah, o Cortes de Cima Amphora 2014 é um vinho tinto frutado (cereja e morango), com notas muito especiais dadas pelo barro. Um vinho de personalidade muito própria que está à venda em boas garrafeiras por 16€.

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